Stop Motion para Eadweard

Provou que o cavalo corre com as quatro patas no ar. Inventou o zoopraxiscópio, instrumento com que deu movimento às imagens. Estudou os atletas, o que mais tarde inspirou Meyerhold na introdução da biomecânica no trabalho do ator. Eadweard Muybridge é um dos mais influentes fotógrafos ingleses do séc. XIX, cujo trabalho é sempre reconhecido, mas nunca a si associado.
Em Stop Motion para Eadweard, espetáculo que cruza a linguagem do cinema com o teatro, a obra do artista é relembrada em simultâneo com notas da sua biografia. Um espetáculo para conhecer Eadweard que assassinou o amante da mulher. Eadweard que foi absolvido desse crime, considerado justo. Eadweard que abandonou o único filho. Mas também Eadweard que impulsionou a ciência em desenvolvimento na sua época e que, com tão poucos recursos, foi capaz de revolucionar o campo artístico da Imagem-Movimento.
A obsessão, a repetição, o inóspito, o caos e o congelamento do tempo e das ações, são alguns dos temas trabalhados por este ser obstinado e certo do seu caminho. Stop Motion para Eadweard é uma homenagem ao cinema, à fotografia e à vontade inóspita de um homem provar a sua arte e o seu nome.
Stop Motion para Eadweard foi um dos três espetáculos selecionados para ser apresentado na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, inserido no ciclo Lugar do Olhar do Festival Temps d’Images Lisboa 2015. Esta seleção foi feita após a realização de um open call dirigido a jovens artistas na área das artes performativas que pretendessem apresentar, durante a edição de 2015 do referido festival, um trabalho em estreia que integrasse imagem em movimento. As candidaturas foram avaliadas por um júri composto por Jorge Salavisa, Tiago Rodrigues e António Câmara.
APRESENTAÇÕES
Festival Temps d’Images Lisboa 2015 – Ciclo Lugar do Olhar
Teatro Nacional D. Maria II – Sala Estúdio (Lisboa)

Cartaz - Lugar do Olhar - Temps d'Images/TNDMII

21 e 22 novembro 2015

Texto e encenação | Ricardo Cabaça
Interpretação | Daniela Rosado, Elisabete Pedreira e Nuno Bernardo
Assistência de encenação | Fernando Serpa
Desenho de luz | Alexandre Costa
Vídeo | Nuno Bernardo com assistência de Rui Geada
Operação de vídeo | José Pedreira
Paisagem sonora | Rui Geada
Figurinos | Marco Moreira
Fotografia | Rita Delille
Produção executiva | Pedro Azevedo
Produção | 33 Ânimos
Coprodução | Temps d’Images Lisboa/DuplaCena e Teatro Nacional D. Maria II
Apoios: Companhia Olga Roriz, Museu Nacional dos Coches, Quinta da Boa Vista, Zero
Teatro da Trindade – Sala Estúdio (Lisboa)

Cartaz - Teatro da Trindade

14 a 31 janeiro 2016

Texto e Encenação | Ricardo Cabaça
Interpretação | Daniela Rosado, Elisabete Pedreira e Zé Bernardino
Desenho de luz | Alexandre Costa
Vídeo e Paisagem sonora | Rui Geada
Figurinos | Marco Moreira
Assistência de encenação | Fernando Serpa
Operação de vídeo | José Pedreira
Fotografia | Rita Delille
Produção executiva | Pedro Azevedo
Produção | 33 Ânimos
Coprodução: Temps d’Images Lisboa/DuplaCena e Teatro Nacional D. Maria II

Apoios: Companhia Olga Roriz, Museu Nacional dos Coches, Quinta da Boavista e Zero
FOTOS

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